10 álbuns acabadinhos de sair para ouvir na quarentena

São muitos os festivais cancelados, muitos os concertos que já não são se vão realizar. Os tempos não estão fáceis para quem gosta de ouvir música. Felizmente, em 2020 qualquer um consegue aceder à música que quiser de forma gratuita e quase instantânea.

Assim, nada como passar o fim de semana a ouvir 10 dos mais recentes álbuns da música portuguesa e internacional.

Os fãs tiveram de esperar 7 anos pelo novo álbum da banda de Seattle. “Gigaton” – 11º álbum de estúdio dos americanos – é também o mais longo. Ao longo de 57 minutos a banda de Eddie Vedder apresenta uma mistura entre o rock “à Pearl Jam” (já andam cá há anos suficientes para servirem de adjetivo) e algumas músicas que não têm um enquadramento tão direto na discografia da banda. Não será um dos trabalhos mais lendários, mas nunca é má altura para um disco novo de Pearl Jam. 


A cantora britânica antecipou o lançamento do seu segundo L.P. e o impacto foi imediato. Em apenas algumas horas, as redes sociais encheram-se de referências e críticas positivas ao novo trabalho da cantora britânica. A manter-se a tendência, Dua Lipa parece bem encaminhada para se tornar na próxima coqueluche do universo Pop.


Os fãs de Sufjan Stevens não se podem queixar de falta de música nova para ouvir. “Aporia” é 5º álbum do músico norte americano, que, em 2017, ainda assinou algumas canções para o filme “Call Me by Your Name” (trabalho que lhe valeu a nomeação para um Óscar). No novo disco junta-se a Lowell Brams, em 21 faixas maioritariamente instrumentais e a fugir para um tom mais eletrónico. Nota: Para ouvir com uns bons headphones


Sim, a capa é um quadrado branco e este é provavelmente o álbum mais misterioso do ano até agora. Foi disponibilizado durante apenas 12 horas na semana anterior ao lançamento. A maioria das faixas têm o nome do instante em que aparecem no álbum (“0.00”; “12.38” etc.”). As colaborações não aparecem creditadas nas faixas. E ainda foi publicado no Youtube, num vídeo único, com mais de uma hora. Conclusão: o lançamento em nada tem a ver com o padrão que se tem tornado regra nos últimos anos. Mesmo para quem não é fã, diria que é difícil não ficar curioso com o novo trabalho de Gambino.


Mais um álbum que chegou com tudo, ainda antes de ser lançado. “After Hours” bateu o recorde de disco mais pré-vendido na Apple Music, com 1 milhão de encomendas. O single “Blinding Lights” já chegou aos 600 milhões de streams no Spotify. Com colaborações de Kevin Parker, Metro Boomin e Max Martin, é difícil encontrar uma faixa menos conseguida no novo L.P. de The Weeknd. Condições reunidas para um dos álbuns do ano?


Dan Snaith é a prova que as aparências enganam. Quem passar por ele na rua estará longe de imaginar que aquele homem de aparência sóbria e reservada é o rosto por detrás de um projeto como o de Caribou. Numa mistura de eletrónica com folk e outras variações menos comuns, ouvir um álbum do canadiano pode-se tornar numa autêntica viagem. Curiosamente, “Suddenly” tem sido apontado pela crítica como o álbum mais “sóbrio e direto” de Caribou, mas é sempre uma excelente opção para uma noite de sábado passada no quarto.


Da Chick é já uma das bandeiras do Funk/eletrónica em Portugal. A artista foi também produtora do seu novo álbum que veio (segunda a própria) “de uma necessidade de criar música ao seu próprio ritmo, ter tempo para brincar com os instrumentos e com as máquinas”. O resultado de uma assumida mutação constante de Da Chick.


Provavelmente o álbum de confirmação de King Krule, que já deixou de ser um miúdo franzino a abrir os palcos dos festivais Indie. Archy Marshall é agora uma personificação daquela que é a música “alternativa” (um termo que começa a cair em desuso) em 2020. Com fusões de jazz, com hip hop, eletrónica e com uns toques de post-punk e indie pelo meio, King Krule prepara-se para um verão como cabeça de cartaz dos principais festivais indie internacionais (se não forem cancelados). E, diga-se, é merecido.


Depois do sucesso de “Currents” (2015), Kevin Parker demorou para entregar o novo álbum dos Tame Impala. O australiano viu uma boa parte do seu material destruído nos incêndios da Califórnia, sendo esse um dos motivos para os adiamentos constantes na data de lançamento. Ao longo de 57 minutos, Parker fala sobre a passagem do tempo (e muitas outras coisas impossíveis de escrutinar em apenas um parágrafo) num conjunto quase dolorosamente denso de faixas. Ainda não foi aquele álbum (o que vai deixar Kevin Parker eternizado como um dos maiores), mas seria um crime deixar passar “The Slow Rush” sem o ouvir do início ao fim.


Uma das caras da banda rock portuguesa Linda Martini, André Henriques lança-se pela primeira vez a solo. Em entrevista à Blitz disse que o disco é ele “sem photoshops”. E não poderia dizer melhor. Um trabalho sólido, que mais lá para o fim do ano vai andar nos tops de melhores álbuns nacionais.