19 mil peças recuperadas em operação mundial contra o tráfico

Foto: Interpol

A Interpol, Europol, Organização Mundial das Alfândegas e autoridades de vários países anunciaram uma das maiores apreensões de bens culturais da história. A operação, que começou em junho de 2019, permitiu a recuperação de mais de 19 mil peças.

Durante vários meses a Interpol, a Europol, a Organização Mundial de Alfândegas e autoridades de 103 países uniram esforços numa operação sem precedentes no que a tráfico de relíquias diz respeito. 101 pessoas foram detidas em todo mundo, em países como a Espanha, a Colômbia e o Afeganistão.

Entre os bens recuperados está uma máscara de ouro de uma tribo da civilização maia, um leão em calcário e milhares de moedas romanas. Um dos focos da operação foi Espanha, onde a Guardia Civil revelou ter levado a cabo 750 operações em lugares de interesse históricos e 271 em mercados de arte.

Os objetos foram apreendidos em diversos sítios, deste o aeroporto de Barajas, em Madrid, a um palacete privado em Sevilha. Na Colômbia, foram confiscados 242 objetos, a maior apreensão da história do país.

As autoridades alertam para o “fenómeno global” de tráfico de arte, que é gerido por redes criminosas que também estão envolvidos nas transações ilegais de armas e droga, bem como lavagem de dinheiro. O secretário-geral da Interpol, Jurgen Stock, alertou que “qualquer país com um património rico é um alvo potencial”.