Agora “chicamos” todos em casa

Feito na íntegra a partir de casa, declara-se o primeiro talk show de animação, em Portugal. O “Eu Chico em Casa”, criado e apresentado por Francisco Correia, surge como uma fuga à situação atual, com transmissões semanais.

Para Chico, o projeto procura ser “um talk show tradicional, com muito humor, bons convidados e atuações”. No primeiro episódio, que estreou sábado, dia 4 de abril, o apresentador revelou que decidiu fazer “este talk show e animação para poder estar com as pessoas” de quem gosta e recebê-las em casa “sem correr risco”.

Em entrevista à Comunidade Cultura e Arte, disse que já queria, há algum tempo, fazer algo neste formato, mas admitiu ter-se sempre deixado levar pela preguiça, acabando por desistir. “Se calhar, por não haver um conceito predefinido”, esclarece.  A quarentena acabou por impulsionar a sua vontade, tendo em conta a falta de oportunidade para trabalhar. Assim, surgiu-lhe o trocadilho “eu fico em casa”, com o “eu chico em casa” e voilà.

Repórter de Imagem no Canal Q, encarrega-se da animação e ilustração do programa. Já o cenário é desenhado por Ded Mongol e o guião escrito por José Paiva e Rodrigo Nogueira.

A estreia, a acontecer no YouTube e divulgada no Facebook, contou com a presença de Luís Severo, que considera que o cenário é “clássico, mas tem identidade”. Após uma conversa sobre temas aleatórios como signos, loiça e a quarentena, o cantor e compositor interpretou um tema de 2012, produzido enquanto “O Cão da Morte”, o seu antigo nome artístico. Segundo Luís Severo, “não foi composta para estes tempos atuais”, mas Francisco Correia estabeleceu “uma ligação” e terminou a primeira emissão com ela.