Federação Portuguesa de Surf pretende que os surfistas voltem ao mar com regras

Fonte: Ripcurl Pro / Moche Pro Portugal 2013

Uma carta proposta pela Federação Portuguesa de Surf (FPS), pela Associação Nacional de Surfistas e pela World Surf League (WSL) foi enviada ao governo para que a prática de desportos como o surf e bodyboard possam regressar, quando o estado de emergência terminar. 

A Federação Portuguesa de Surf, assegurou que “vai motivar ao máximo” os praticantes a regressarem ao mar com regras, e espera compreensão por parte do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e pela Assembleia da Republica. Esta carta apresenta um conjunto de recomendações para autorizar o regresso ao mar. 

  • cada surfista “deverá limitar a sua atividade física diária a uma sessão no mar de até 90 minutos”, sem “estadia, permanência ou convivência na praia”.
  • o acesso ao mar “deve ser feito individualmente, de forma pedonal ou por deslocações automóveis respeitando um limite máximo de duas pessoas por viatura (excepto para os agregados familiares), e por iniciativa desagrupada e dispersa com distâncias mínimas entre si de quatro metros”;
  • o acesso às ondas deve ser feito “de forma exclusiva pelo corredor de acesso ao mar, com integral respeito pela não permanência na praia”;

“Queremos (voltar) quando o período de emergência for levantado, supostamente no dia 2 de Maio. Temos de dar algum tempo. Achamos que vamos ter uma resposta positiva do Governo, até porque o próprio executivo já está inclinado a fazer uma abertura gradual do mar”  referiu o presidente da FPS, João Aranha em declarações à Lusa. Como tal, pretende apenas que seja autorizado acesso ao mar e não à praia.

“A praia para nós é uma passadeira e não é onde nós paramos e nos juntamos. Nós temos uma visão diferente. O nosso meio é o mar, são as ondas e queremos voltar ao mar. Compreendemos que o Governo teve algum receio, face aos ajuntamentos nas praias, como é normal”, explicou.

Também o impacto económico foi tema de conversa na carta dirigida ao governo com uma grande preocupação dirigida à redução de patrocínios, de eventos e o encerramento de escolas de Surf. “O que me preocupa mais e o que é crítico é a área do ensino de surf e das escolas. Essas sim, estão numa situação extremamente complicada. Tem de haver algum tipo de situação que os ajude a regressar gradualmente. Deviam ser autorizados a regressar, com regras e aulas com menos alunos”.