Guns N’ Roses enchem concerto apesar da Covid-19

Foto: Blitz

Estamos em plena crise pandémica e os conselhos dados à população mundial focam-se na permanência de todos em casa, protegidos. Apesar dos vários eventos cancelados ou adiados, nada impediu os Guns N’ Roses de subir ao palco, no sábado, dia 14 de março.

A banda era uma das confirmadas no Vive Latino Fest, que decorreu na Cidade do México, assim como os Portugal. The Man e os The Cardigans. De acordo com a Billboard, Jordi Puig, fundador e diretor do festival, defende que “as autoridades dizem que o país está na primeira fase da epidemia” e não é necessária a suspensão dos eventos em massa. Ainda assim, grupos como os She Wants Revenge e artistas como Justin Warfield e Adam Bravin cancelaram a atuação, devido à Covid-19.

O concerto durou cerca de duas horas e meia e foram tocadas 22 músicas. Uma delas, representando um dos momentos altos da noite, segundo os fãs que estavam presentes, foi a interpretação de “So Fine”, tema que não era tocado desde 16 de junho de 1993.

Segundo a Billboard, foram implementadas algumas medidas de prevenção, como o uso de máscaras, luvas e gel desinfetante, por todos os motoristas, e o acesso aos camarins limitou-se a artistas e às suas equipas. Aos festivaleiros, por sua vez, foi verificada a temperatura antes da entrada.  Para a chilena Francisca Valenzuela, atuar é cumprir um compromisso para com os fãs e, segundo a manager da artista, a organização comprometeu-se a tomar todas as precauções. Ainda assim, posteriormente, várias foram as críticas feitas à organização e às próprias bandas, por não realizarem a quarentena voluntária, sugerida pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Apesar das críticas, adianta a Blitz, os Guns N’Roses pretendem atuar nos países onde não forem criadas limitações a eventos em massa. De entre alguns estão o Equador, Perú, República Dominicana e Portugal, concerto que continua agendado para o dia 20 de maio, no Passeio Marítimo de Algés.

Na mesma situação da banda está Post Malone. O rapper está a ser alvo de várias críticas, por ter realizado um concerto lotado no Pepsi Center, em Denver, na passada quinta-feira, dia 12 de março. Tal como o México, também o estado de Colorado não proibiu os aglomerados populacionais, tendo, contudo, advertido para que se os evitassem, conforme recomendações da OMS.