Investigadores apostam no olfato canino para detetar infetados pela Covid-19

Fonte: Medical Detection Dogs

Hoje em dia, devido ao seu olfato apurado, os cães são capazes de detetar doenças como cancro, malária e Parkinson. O líder da investigação acredita que detetar infetados pela Covid-19 possa ser o próximo passo no treino de cães que auxiliam na identificação de doenças

Os cães, uma vez treinados, são capazes de ajudar na identificação de “até 250 casos por hora” e podem ainda “identificar o odor de uma doença numa proporção comparável a uma colher de chá diluída em duas piscinas olímpicas cheias de água”, lê-se na NIT.

James Logan é o responsável pela investigação e diz estar confiante que o projeto se venha a tornar útil no futuro. “O nosso trabalho anterior mostrou que a malária tem um odor distinto, e com a Medical Detection Dogs conseguimos treiná-los a identificá-la. Isto, combinado com o conhecimento que as doenças respiratórias podem alterar o cheiro do corpo, deixa-nos esperançosos de que eles possam detetar a Covid-19”, explicou o professor.

Apesar de já se saber que é possível os cães ficarem infetados, não há, até à data, evidências de que o novo coronavírus represente uma ameaça à sua saúde.