Morreu Luís Sepúlveda: o escritor que “contava a história das pessoas que encontrava”

Fonte: Público | Fábio Teixeira

Luís Sepúlveda morreu, esta quinta-feira, num hospital em Oviedo, Espanha. O escritor chileno estava internado desde 27 de fevereiro, com a Covid-19, doença à qual acabou por não resistir.

Nasceu no Chile há 70 anos e abandonou-o em 1977, durante a ditadura de Pinochet. De acordo com a RTP, esteve ligado a vários movimentos comunistas e socialistas, tendo-se alistado na Brigada Internacional Simon Bolívar, no final dos anos 70. Na década seguinte, trabalhou com a Greenpeace, espelho da sua preocupação pelas causas ambientais.

Para além de ter escrito contos, romances, livros de viagem e ensaios, foi também repórter. Em Portugal, toda a sua obra pode ser encontrada, estando traduzida e disponível. Ademais, alguns dos seus livros pertencem ao Plano Nacional de Leitura, sendo lecionados nas escolas. Paulo Rebelo Gonçalves, da Porto Editora, responsável pela publicação da obra de Sepúlveda em Portugal, já manifestou o seu pesar quanto à morte do escritor.

Abaixo, o Polis deixa-lhe uma infografia com as obras e os prémios do escritor.

Durante o telejornal desta manhã, a RTP3 recordou o escritor. Teresa Nicolau, jornalista da RTP, lembra que era “um homem absolutamente fascinante, apaixonado por Portugal, pela cultura latina e ibérica”. Acima de tudo, “era um homem que sabia contar histórias humanas” e que conseguia conquistar desde os mais novos, até aos mais velhos.

A última aparição pública de Luís Sepúlveda, antes do internamento, foi em Portugal. O escritor tinha participado no Correntes d’Escritas, um encontro anual de escritores, realizado na Póvoa de Varzim.