The Beatles: um fenómeno que anunciou o fim há 50 anos

Fonte: Comunidade Cultura e Arte | Fotografia de Tom Murray

No dia 10 de abril de 1970, o mundo acordou com a notícia do fim da banda com mais discos vendidos de sempre. A novidade foi adiantada por Paul McCartney que havia enviado à imprensa, no dia anterior, um comunicado a anunciar o seu primeiro álbum a solo.

A notícia caiu nas capas de revistas e jornais como uma bomba: Paul McCartney abandonara os Beatles. Este anúncio foi, soube-o toda gente, uma forma de anunciar que os Fab Four iam deixar de tocar juntos. Os restantes membros confirmaram, depois, a separação. Apesar de ser uma incógnita, que só aos membros diz respeito, as especulações quanto ao motivo do término não tardaram a surgir. Numa entrevista feita a John Lennon, pela Rolling Stone, em dezembro de 1970, a morte de Brian Epstein foi, na sua opinião, o princípio do fim da banda.

De acordo com o Jornal de Notícias, a banda já havia terminado em agosto do ano anterior, aquando o final das gravações de “Let it Be”. Os protagonistas das várias discordias foram, segundo adianta, John Lennon e Paul McCartney, “as duas metades criativas mais poderosas do grupo”. Para o Público, “havia a evidência de que tinham crescido juntos a viver algo único, inimaginável, e que era impossível isso não deixar consequências”. A relação dos quatro membros ficou de tal forma distante e abalada que, até 1980, ano da morte de John Lennon, o grupo só manteve contacto através dos respetivos advogados.

Um legado que não se esquece
A Track LTD, uma empresa especializada em artigos históricos musicais, revelou uma fotografia que mostra John Lennon, Paul McCartney e George Harrison numa atuação, em Liverpool, no ano de 1959. A cidade tornou-se uma atração turística por ser casa dos membros e, os na altura Quarrymen, passaram a ser os Beatles, um ano depois.  Segundo o Público, uma banda local a “canalizar para Inglaterra a energia rock’n’roll vinda dos Estados Unidos”. Estava a surgir a “banda mais importante do século XX, que representou um levantamento cultural, um sobressalto social, uma banda que, disco após disco, absorveu as rápidas mudanças e, ao mesmo, tempo foi instigadora das mesmas”.

Sete meses antes do fim, o último álbum a ser gravado, “Abbey Road”, estava editado. Em 1970, é lançado o último trabalho: “Let it Be”. Agora, 50 anos depois, “The Beatles: Get Back”. Um documentário realizado por Peter Jackson, cuja estreia mundial está agendada para setembro, com imagens inéditas sobre o processo de gravação do último álbum do grupo.

Apesar do término, a banda permanece como revolucionária no mundo da música. Com milhões de fãs pelo mundo todo, que permanecem até hoje, este fenómeno musical é, segundo o Jornal de Notícias, estudado e analisado “sob os mais variados prismas, até académicos”.