“The Innocence Files”: A série que conta o tempo roubado aos inocentes condenados à prisão

Fonte: Netflix

Chegou à Netflix uma nova série de crime real. Intitulada de “The Innocence Files”, a nova produção da plataforma de streaming conta, ao longo de 9 episódios, oito histórias de casos investigados pelo The Innocent Project.

Fundado em 1992 por Barry Scheck e Peter Neufeld, o The Innocent Project tem-se dedicado a investigar “casos duvidosos de criminosos condenados que alegam estar inocentes”, afirma a NIT. A partir de hoje, dia 15 de abril, a série, que é baseada na organização e nos casos analisados, já pode ser vista em Portugal.

Em estilo de documentário, a nova produção da Netflix conta oito histórias de casos reais, que se dividem em três categorias:  ““As Provas” (sobre formas de ciência que eram fulcrais nas condenações e que cada vez se provaram menos fiáveis), “As Testemunhas” (sobre como os depoimentos podem alterar-se radicalmente em momentos de stress ou pressão) e “A Acusação” (sobre problemas de intimidação por parte das autoridades, ou ocultação de provas)”, pode ler-se na NIT.

Ao longo de 9 episódios, é possível conhecer histórias como a de Kennedy Brewer, um homem exonerado em 2001, graças a testes de ADN, após ter sido erradamente condenado pelo homicídio de uma criança de três anos. Outro caso é o de Thomas Haynesworth, enclausurado durante 27 anos, por múltiplos crimes de violação que não cometeu. Em 2011, foi provada a sua inocência e Thomas foi libertado.

Os testes de ADN têm, nos últimos anos, ajudado a exonerar e libertar inúmeras pessoas das prisões dos EUA. Ainda que não tendo de volta os anos que lhes foram tirados, estes homens e mulheres erradamente acusados conseguiram um pouco de justiça após anos de luta. “Outros tantos, condenados injustamente à morte, não tiveram a mesma oportunidade”, refere a NIT.

Fonte: The Daily Star

Criada por Alex Gibney, Liz Garbus e Roger Ross Williams, a série pretende retratar o trabalho de uma organização cujo objetivo passa por “analisar os processos, identificar erros da justiça, impulsionar reformas e, em última instância, libertar inocentes”. Graças aos testes de ADN, “uma das maiores revoluções na história da justiça criminal”, foi possível corrigir os erros que que roubaram anos da liberdade destas pessoas.

O projeto, que, desde a sua fundação, já libertou “mais de 350 inocentes das prisões americanas, 21 dos quais estavam no corredor da morte”, espalha-se por todo o país (Estados Unidos da América), como uma rede. As histórias reais de cada caso podem ser consultadas no site oficial.