Volta a França 2020 pode ser uma corrida quase à “porta fechada”

Devido à pandemia de coronavirus, a ministra francesa do Desporto, Roxane Maracineanu afirmou que a Volta a França poderia ser realizada quase à “porta fechada”.

O tour, a realizar-se, seguirá o o exemplo da corrida Paris-Nice, que, no início de no “início de Março, foi feita quase na totalidade (correram-se sete das oito etapas)”, adianta o Público.

Com um número de pessoas reduzido nas zonas de partida e chegada das equipas, a corrida procurou evitar os aglomerados. “Caravana de publicidade retirada dos percursos, pompa nas cidades de início de etapas também abolida, menos pessoas nas zonas das metas, fanzones reduzidas e cerimónias protocolares mais restritas”, afirma o Público.

Para o ciclista francês Julian Alaphilippe, algo inimaginável. “Seria insólito. Não consigo imaginar. O público é parte da Volta a França. Imaginem o Mundial de futebol num estádio vazio”, afirmou o líder da equipa Deceuninck-Quick Step, em declarações à rádio RMC Sport.

No passado dia 25 de março, os franceses registavam 1.331 mortos e 25 mil infetados. As medidas de segurança, embora necessárias, representam um embaraço ao normal funcionamento da prova. Contudo, Alaphilippe que, na eventualidade de tal acontecer, não irá desistir de participar no evento: “Se tivermos de fazê-lo, fá-lo-emos, mas prefiro imaginar que o vírus será vencido e que poderemos fazer a prova com público”.